Variedades

Geração Z espera que as marcas sejam empáticas e interessantes

Cristina Leonhardt, analisa mudanças no mercado no Workshop em Alimentos

Créditos: Julian Kober
TENDÊNCIAS: palestrante Cristina Leonhardt analisa o perfil da nova geração de consumidores - Julian Kober

Lajeado - A palestra que abriu o segundo dia da Jornada Técnica do Setor Alimentício 2018 - AlimentaAçãoRS -, na manhã de ontem, no Weiand Hotel, focou as novas tendências de mercado. A engenheira de Alimentos, Cristina Leonhardt, realizou o painel que marcou o início do XVII Workshop de Alimentos, que encerra-se hoje. Ela abordou o futuro da pesquisa e desenvolvimentos de produtos na geração Z, que abrange as pessoas entre 8 e 25 anos.

Com bom humor, a cofundadora da Tacta Food School, empresa de educação continuada e consultoria na área técnica de alimentos, apresentou aos profissionais do setor o perfil deste novo consumidor e das mudanças que ele vai provocar no mercado. Para ela, estes jovens possuem expectativas e valores diferentes das gerações anteriores. Estão sempre conectados nas redes sociais e apostam na saúde e no bem-estar. Diante dos novos hábitos e demandas, a indústria precisa repensar estratégias e posicionamentos. "É uma geração que entende que comida não é só para matar a fome, que é nutrição, prazer e saúde. E isso afeta muito o mercado. Eles esperam que as marcas riam de si mesmas, sejam engraçados e interessantes."

Empatia e flexibilidade

A engenheira de Alimentos destaca que a chegada desta nova geração fez com surgissem novas competências. Para Cristina, é necessário que as indústrias sejam empáticas e flexíveis para atender as expectativas dos novos consumidores. "Você pode olhar para essa geração e as mudanças do mercado de consumo e achar absurdo. Ou, você pode entendê-los, independentemente do que vocês acham. Vocês precisam entendê-los e pensar em produtos para eles. Quanto menos rígidos forem e não procurarem impor a verdade de vocês, mais bem-sucedidos vocês serão." 

Transparência total

Em mundo cada vez mais conectado, as empresas precisam aprender a lidar com a inversão da escala de influência. Conforme a engenheira de Alimentos, Cristina Leonhardt, a chegada dos influenciadores digitais - pessoas populares nas redes sociais - mudou o relacionamento dos consumidores com as marcas. "Antes, a gente tinha grandes empresas que detinham dinheiro para fazer propaganda na TV e era quem influenciava o que as pessoas iam comer. Queiram ou não, as pessoas estão avaliando as empresas de vocês, recomendando produtos e serviços."

Neste cenário, é importante que as organizações sejam cada vez mais transparentes com os consumidores. Ela cita, como exemplo, o programa Qualidade do Início ao Fim, da Languiru, onde o cliente pode verificar a origem do leite utilizando o celular. "A geração Z é a que menos espera que uma marca seja perfeita. Inclusive, se a empresa nunca erra, eles desconfiam. A transparência é fundamental para se comunicar com essa geração."

Saiba mais
O XVII Workshop em Alimentos continua hoje. O primeiro painel inicia-se às 8h, sobre projeto e construção de equipamentos sanitários para a indústria alimentícia, com o engenheiro mecânico Marcelo Tumelero. A programação encerra-se às 16h30min, com uma palestra sobre produtos com proteínas vegetais e o poder das leguminosas, com a empresária Carolina Melo. A Jornada Técnica do Setor Alimentício 2018 - AlimentaAçãoRS - segue até amanhã no Weiand Hotel e é uma realização da Associação Comercial de Lajeado (Acil), GTA e Agea Marketing e Comunicação, com o patrocínio de Bremil, Bring Solutions, Takasago, Duas Rodas, Sicredi Vale do Taquari e Univates. Mais informações no www.jornadaalimentaacao.com.br

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