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Consulta Popular terá menos recursos em 2020

Assembleia entre Coredes e o governo definiu retirada dos projetos de saúde, educação e segurança


PORTO ALEGRE | A assembleia do Fórum dos Coredes trouxe novidades para a votação da Consulta Popular. A votação de 2019, que define como serão aplicados os recursos em 2020, não terá a inclusão de projetos das áreas da saúde, educação e segurança. A motivação desta alteração é justificada pela redução dos valores reservados ao processo. 
O secretário de Governança e Gestão Estratégica, Cláudio Gastal, participou do encontro e foi enfático na manutenção dos cerca de R$ 20 milhões, que haviam sido anunciados pelo Estado. A direção da entidade que representa os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) defendeu a aplicação de R$ 80 milhões, que incluiria os valores sempre previsão de pagamento em 2019, que foram votados em 2018, e mais R$ 50 milhões para 2020.
Do valor programado em 2018 (R$ 80 milhões), R$ 50 milhões foram quitados e o restante não há projeção, devido à falta de recursos no Piratini. "Iríamos de R$ 80 milhões para R$ 20 milhões. O que o Estado está nos propondo, numa perspectiva de média, é R$ 700 mil para cada Corede", calcula a primeira secretária do Fórum dos Coredes, presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini. 
Avaliação

Boa parte da assembleia teve como tópico as consequências dessa decisão da gestão de Eduardo Leite. "Se aceitávamos ou não e, se aceitávamos, em quais condições. Deliberamos e concordamos em aceitar a proposta do Governo, mas o processo de consulta tem que ser simplificado - inclusive por não haver recurso para integralizar cerca de R$ 30 milhões votados em projetos 2018", acrescenta Cintia. Diante da decisão, Estado e Coredes optaram por reorientar, provisoriamente, o processo para garantir a realização, ainda em 2019. 
Ao contrário das votações anteriores, que incluíam, também, valores para projetos nas áreas de educação, segurança e saúde, neste ano a votação contemplará exclusivamente ações de desenvolvimento regional. "Educação, Segurança e Saúde não farão mais parte do processo de consulta popular. Esta é uma questão fundamental, em razão de que até então a possibilidade não havia sido discutida decisivamente", explica. 
O caderno-base para a votação vai ser otimizado por cada um dos 28 Coredes - cada região vai votar seus projetos de desenvolvimento regional. "Em função do tempo teremos mais ou menos dois meses para o planejamento e execução do processo", complementa Cintia. A votação deve ocorrer em setembro. 
Esta será uma consulta excepcional, segundo a presidente do Codevat. As próximas edições devem ser realizadas com método diferente, adaptado a partir do que foi executado nas edições mais recentes e considerando o novo cenário proposto pelo Estado.

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