Por: Editor Colunas
Festas profissionais de fim de ano
Na semana passada, reproduzi um texto com figuras típicas que sempre aparecem nas festas de fim de ano. Hoje repasso dicas da consultora de etiqueta Lícia Egger, para que os festeiros de plantão não acabem na ?boca do povo?. Além da preocupação com o que vestir, não se esqueça de dar atenção ao comportamento.
Não são poucas as histórias de profissionais competentes que se deixaram levar pelo entusiasmo e acabaram se transformando em histórias que são lembradas toda vez em que o assunto é a comemoração de final de ano na empresa. Nessas festas, por incrível que pareça, o que se espera é o equilíbrio e comedimento de todos os funcionários, coisa difícil de manter quando se exagera na bebida ou quando se acredita que todos estão ali só para se divertir.
São conhecidos os relatos do pessoal de Recursos Humanos sobre o que fazer quando as pessoas saem dos eixos e acabam se comportando mal ou se apresentando vestidas de maneira a chamar muita atenção. Para as mulheres, o perigo é maior. Parece que as tentações se multiplicam, e tudo que envolve a participação na festa passa a exigir mais cuidados. A roupa, o consumo de bebida alcoólica e o comportamento devem, para quem quer manter a imagem de profissional competente, estar acima de qualquer dúvida quanto à seriedade.
Para não correr o risco de pisar na bola seguem algumas dicas. Compareça à festa bonita e bem vestida, mas lembre-se de que o evento continua sendo de trabalho. Não use decotes exagerados, saias curtas demais, transparências e fendas abusadas. O que deve ser mostrado é bom senso e feminilidade, sem deixar de lembrar que ali está uma profissional. Mesmo que as bebidas sejam ótimas e fartas, não abuse. Para as empresas, uma colaboradora que não sabe perceber o seu limite pode representar um risco no relacionamento com qualquer público da organização.
Pegue leve na hora de dançar. As pessoas adoram um showzinho, principalmente quando dado por alguma colega de trabalho. Mesmo sendo a melhor dançarina do pedaço, reserve os dotes artísticos para as festas mais íntimas. Nada de gritinhos, risadas altas ou muita agitação. Nessas horas é importante mostrar competência social e intimidade com ambientes de cunho socioprofissional. Deixe para ceder a uma tentação irresistível com aquele gato do escritório longe da festa.
É importante não dar pistas sobre absolutamente nada da vida sentimental. Não é necessário aguentar cantada de nenhum chefe abusado ou colega sem freios. Assertividade para exigir respeito deve servir como guia para qualquer festa. Mesmo que seja a única festa do ano, vale a pena a preocupação em manter a linha. Afinal, é do trabalho sério que vêm todas as possibilidades para conseguir a grana necessária para fazer as coisas boas (e também as chatas) da vida.
EXTINTO ANIMAL
Moa foi uma das maiores aves que já existiram na face da terra, endêmica da Nova Zelândia. A extinção coincide com a chegada do homem branco, quando em menos de cem anos foram mortos mais de 170 mil espécimes. Existiam 11 espécies, sendo a maior delas a moa gigante, que podia atingir cerca de três metros de altura e 250 quilos de peso.
MOA
GIGANTE
O corpo era apoiado por pernas grossas, pescoço longo acompanhado de uma cabeça pequena, o bico era largo e reto, e as narinas, bem desenvolvidas. Botava de um a dois ovos com cerca de 24 centímetros de comprimento e 17 de largura. O principal predador das aves era a águia-de-haast, também extinta em consequência do fim das moas e de grande parte de outras presas.
BULLS AND BEARS
O mundo financeiro é cheio de anglicismos, expressões essas que encontram alguma dificuldade de tradução para o tupiniquim: bullmarket (mercado em alta), bearmarket (mercado em baixa), ou ainda simplesmente bull e bear (investidor otimista ou investidor pessimista). O provérbio inglês ?Vender a pele do urso antes de caçá-lo? explica um pouco essas expressões. Urso (bear) passou a designar quem está vendendo suas ações. Depois chamaram de touro (bull) quem compra.
A origem das expressões deve-se à forma como esses dois animais atacam suas vítimas: o touro, com uma marrada de baixo para cima, e o urso, com uma patada de cima para baixo. A partir dessas imagens pretende-se criar um paralelismo com a evolução dos preços das ações. É considerado o mago das finanças quem consegue prever qual será o próximo grande movimento: de subida ou de descida. O mercado acionista é a arena onde bulls e bears medem forças pela supremacia capitalista.
PRÊMIO DIREITOS
HUMANOS
Registro a entrega do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, na sede da OAB/RS, na quinta-feira. Este colunista, ao lado do repórter e amigo Marcelo Canelas, da Rede Globo, que ficou em primeiro lugar em televisão. A TV Senado ganhou o primeiro lugar em documentário, com o filme Jango em 3 Atos.
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