Picada May, Marques de Souza
Por: Alício de Assunção
Cortada pela BR-386, a localidade está situada a 12 quilômetros da sede do município, no caminho em direção a Pouso Novo. Colonizada por imigrantes alemães, em torno de 1878, Picada May abrigou diversas famílias remanescentes de muckers que vieram da região de Sapiranga, no final do século XIX.
Astor Fuchs (54) é bisneto de João Pedro Fuchs, descendente de muckers. Ele afirma que seu pai, Carlos Fuchs, já falecido, relatou muitas histórias sobre episódios envolvendo os muckers. Uma delas é que seu avô conseguiu escapar de um massacre vivendo escondido nos matos da região por cerca de dez anos. Astor e a esposa Dolores (53) administram o Camping da Pedra, uma bela área de lazer junto ao Rio Forqueta. Frequentado por veranistas de todo o Estado, o local chega a receber 400 usuários em fins de semana na alta temporada. Um museu criado pela família também estará à disposição para visitação no próximo veraneio.
Sobre nome da localidade, Astor destaca que é em função de ter sido fundada no mês de maio. Durante muitos anos, a Escola Felipe Santos foi a instituição de ensino da comunidade. Entre os professores que passaram por lá, Astor recorda-se de Marino Neitzke, Elemar Spiecker, Valdir Marasca, José Arno Keil e a professora Fraia. O ponto de encontro é a sede do Grêmio Esportivo Picada May, onde se praticam o futebol e jogos de bocha, além de eventos como o Nach Kerb, baile de idosos e a festa do Clube de Mães Sete de Setembro, que ocorre no domingo. Há muitos anos os bailes realizavam-se no Salão Schmidt, já desativado. Na localidade está situado um dos pedágios da BR-386. A produção primária movimenta a economia, com destaque para aviários, agricultura, suinocultura e gado leiteiro.
Na localidade também está um dos pontos mais tradicionais da gastronomia do interior do Estado. O Restaurante Café Colonial, administrado pela família Stacke há 40 anos, se destaca pela variedade e qualidade de produtos colocados à mesa e por ser frequentado por clientes de todo o Estado e Santa Catarina. A comunidade atual é composta de cerca de 150 pessoas, entre elas as famílias Heineck, Henicka, Noé, Spiecker, Dhamer, Fuchs, Mauer, Renner, Pereira, Datsch, Gross, Becker, Dresch, Gross, Keil, Stacke, Schneider, Zagonel, Schwin, Souza, Gall, Dhein e Venter, entre outras. ?Um ótimo lugar para viver, onde as pessoas se conhecem e se ajudam. Embora tenhamos residência em Lajeado, fazemos questão de passar a maior parte do ano na Picada May, pois aqui somos felizes?, destaca o casal Astor e Dlores Fuchs.
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