Opinião de Economia
Por: Francisco Telöeken
Dia dos Pais
É claro que o Dia dos Pais não tem - ainda - o mesmo apelo comercial que outras datas comemorativas, como o Dia das Mães, o Dia dos Namorados ou o Natal, apenas para citar as mais movimentadas, economicamente. Mas parece que está crescendo, tanto assim que o comércio espera um incremento nas vendas por volta de 10%, ainda mais que um levantamento mostrou que a variação média de preço de 21 itens que representam boas opções de presentes foi de apenas 1,50% contra 4,35% do IPC, no mesmo período. Pela internet, a previsão de vendas é de 35% a mais frente ao ano passado.
Ir a um shopping ou a uma loja para comprar alguma coisa, pesquisar preços e prestar atenção na qualidade dos produtos são regras básicas. E quando o objetivo é um presente, outros pontos devem ser levados em consideração. É comum as pessoas escolherem presentes que mais lhes agradem ou, então, que gostariam de ver que a outra pessoa usasse ou consumisse. Às vezes ainda embalam o presente com a famosa frase ?achei que tivesse a tua cara...?. Um presente ideal é aquele que reflete o perfil da pessoa que o recebe. Pode ser qualquer coisa, desde que seja do gosto, do interesse ou da utilidade de quem recebe o presente.
Muito se fala na nova mulher que, além de conquistar cada vez mais espaços - na sociedade, nos negócios, na política, etc. -, alguns até considerados redutos masculinos exclusivos, precisa conciliar vida pessoal e profissional. Hoje, mulheres estão disputando a Presidência do país, situação possível, mas utópica, há alguns anos. E os homens? Por opção ou necessidade, aos poucos, estão assumindo ou, pelo menos, dividindo tarefas que ?os usos e costumes? diziam que eram de mulher. Já existem homens que, com muita tranquilidade e sem qualquer trauma de ?machismo?, assumem, literalmente, o papel de ?donos de casa?, cabendo à mulher tratar de prover, financeiramente, o lar.
Como todo ser humano, pais têm dificuldades e defeitos, também, mas que não lhes deveriam diminuir a autoridade de pai. É que pais são criaturas esquisitas mesmo, em todo o tempo, ainda mais quando já faz muito tempo... Às vezes, completamente despreparados para cuidar de filhos. Não de não saber prover sustento, moradia, educação, carinho, mas na formação de um ser humano que vai atuar - e mudar, ou não - o mundo no qual vivemos. Os pais de antigamente, muitas vezes e na maior das boas intenções, queriam que os filhos seguissem as mesmas regras e crenças que eles. Uma música gaúcha até pede a Deus para ajudá-lo na educação do rebento: ?Ensinar ao meu filho do jeito que você me ensinou?. É verdade, muitas coisas mudaram. Mas, embora diferentes dos pais de antigamente, os de hoje - pais superatenciosos ou que não estão nem aí - nunca podem falhar em valores. Se, por exemplo, a honestidade é um valor em sua vida, deve honrar seus compromissos, assumidos com terceiros.
No Dia dos Pais foram as homenagens, os almoços festivos, os presentes. Como tantas datas especiais, essa também tem seu apelo comercial. Algumas matérias de revistas, jornais e da televisão dão dicas especiais para presentear o pai, de acordo com o seu perfil. Ou, então, de como presentear bem sem ficar ?no vermelho?. Ou, ainda, de orientações com relação a possíveis trocas de presentes que, no caso de peças de roupas ou calçados, por exemplo, não são obrigatórios, legalmente, dependendo da boa vontade do estabelecimento. O mais importante é entendermos que um pai, antes de sentir-se no direito de ser amado pelos filhos - só por ser pai -, ama seus filhos, incondicionalmente. Vários dilemas passam por sua mente.
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