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Em pauta o futuro da Érico Veríssimo

Prevista para janeiro de 2020, mudança gera apreensão na comunidade escolar

Créditos: Marcel Lovato

ENCANTADO | A municipalização da Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Veríssimo, centro da cidade, foi tema de uma audiência pública na tarde de terça-feira, 13, no Auditório Brasil, na Prefeitura. Com a presença de professores da instituição, pais, alunos, autoridades municipais e representantes da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), foram esclarecidos os motivos da decisão e como vai funcionar o processo nos próximos meses. A expectativa é de que a mudança ocorra já em janeiro de 2020.

Inicialmente, a diretora da escola, Maristela Carolina Dartora, afirmou à reportagem que a Administração Municipal havia feito o comunicado em junho, sem revelar os critérios adotados. Por causa disso, a tensão se instalou e surgiram dúvidas na comunidade escolar sobre o futuro dos profissionais e 140 alunos do 1° ao 9° ano. Conforme a secretária municipal de Educação, Greice Weschenfelder, o Município possui melhores condições de atender a instituição, pois o Estado não dá o suporte necessário. Nesse sentido, a titular da pasta destacou que serão promovidas melhorias na instituição e será possível estabelecer uma relação mais próxima entre as partes.

O presidente da Câmara, Luciano Moresco, (PT), justificou que a Érico Veríssimo possui carências maiores em comparação com outras instituições, especialmente estruturais e sociais. Ele elogiou o empenho dos educadores na manutenção e salientou que o Município vai promover modificações que acabem com o atual espaço ocioso. Segundo o prefeito Adroaldo Conzatti (PSDB), a municipalização vai proporcionar um tratamento uniforme aos estudantes e profissionais, aperfeiçoar os recursos e qualificar a formação das crianças e adolescentes. "Temos de avançar nesse sentido, por isso é fundamental as forças sejam unidas em prol deste objetivo", afirmou.

 

O futuro

O representante da Seduc, Luiz Schenkel, disse que o movimento faz parte de uma ideia do governo Leite de compartilhamento da educação entre Estado e Municípios. De acordo com ele, o prédio da escola será cedido para a Administração Municipal por, no mínimo, 20 anos. Os professores concursados poderão optar pela continuidade do trabalho ou transferência. Aqueles que são contratados deverão passar por uma revisão contratual, prevista para ser feita entre o fim deste ano e o início do próximo.

Após essa etapa, os remanescentes terão de ir para outra escola estadual, pois não podem ser vinculados ao município. Os educadores terão o salário pago pelo Estado no primeiro ano da municipalização. A partir do segundo, a responsabilidade será transferida ao governo de Encantado. Luiz garantiu que ninguém será prejudicado. Greice mencionou que o Município pagará em dia os salários do funcionalismo, sem longas ausências de servidores, e os alunos terão até uma nutricionista.


Críticas

Na função de porta-voz da comunidade, a professora de língua portuguesa, Ivete Didolich disse estar angustiada com o processo e medo do futuro. Ela teceu críticas e expôs que a impressão passada é de que tudo está acontecendo por causa de uma suposta má-qualidade no ensino da escola. "A comunidade é vulnerável, mas isso não relação com uma educação ruim da Érico", pontuou Ivete. Após um princípio de discussão, a secretária de Educação explicou que não há relação entre os dois temas e tudo não passa de boatos. No fim do evento, o procedimento foi aprovado por unanimidade. À reportagem, Ivete sentenciou: "Eu desejo que a nossa educação tenha, acima de tudo, sucesso. Então, resta aguardar os próximos acontecimentos e torcer para que tudo dê certo".

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