Polícia

Suspeito de feminicídio é preso na BR-386

Homem teria saído de Lajeado e foi encontrado após uma denúncia anônima

Créditos: Natalia Nissen
RECOLHIDO: homem permaneceu em silêncio durante registro da prisão - Polícia Civil/divulgação

Tabaí - Um homem de 24 anos foi preso preventivamente na manhã de ontem, na BR-386. Ele é suspeito de um feminicídio no fim de semana, em Cruzeiro do Sul, e foi capturado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o registro, a Brigada Militar (BM) acionou os agentes após receber uma informação de que o homem estaria fugindo em um VW Parati, em direção a Porto Alegre. Com ele, foram apreendidos uma folha de papel com uma relação de itens e dois celulares. O foragido, morador do Bairro Jardim do Cedro, em Lajeado, foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado para registro da ocorrência e, de acordo com a Polícia Civil, permaneceu em silêncio durante a autuação.

O homem deverá ser indiciado pela morte de Arlete Terezinha Mallmann (31). A vítima foi assassinada com um disparo de arma de fogo na noite de sábado, na casa em que morava, no Bairro Vila Zwirtes, em Cruzeiro do Sul. O companheiro foi visto saindo do local logo após o crime e teria, inclusive, ameaçado uma testemunha. O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi acionado e fez os levantamentos. O suspeito teria praticado o crime por não se conformar com o fim do relacionamento que mantivera com a vítima. Arlete Terezinha tinha duas filhas.

Ela foi a primeira vítima de feminicídio na região neste ano. Em dezembro, Gladia Maria Schmitt foi assassinada pelo marido na casa onde viviam, na Linha Bom Fim, também em Cruzeiro do Sul. Após atirar na mulher com uma espingarda, o suspeito se matou.

Saiba Mais
O Código Penal prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão por feminicídio. A tipificação foi incluída na legislação em 2015 e define o crime de homicídio contra a mulher por razões de gênero, menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou contexto de violência doméstica e familiar. A pena é aumentada de um terço se o crime é praticado na presença de descendente ou ascendente da vítima.

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