Polícia

Operação Casa Pulita desarticula facção atuante em Encantado

Ação integrada entre Polícia Civil, Brigada Militar e Ministério Público resultou na prisão de 21 pessoas e na apreensão de armas e drogas

Créditos: Caroline Garske
COLETIVA: tenente-coronel Luis Marcelo Gonçalves Maya, promotor André Prediger, delegado Augusto Cavalheiro Neto e delegado regional José Romaci Reis - Francelli Castro

Vale do Taquari - A integração entre as forças de segurança do Vale do Taquari resultou na desarticulação de uma organização criminosa que atua em Encantado e na região alta do Vale. A Operação Casa Pulita foi deflagrada na manhã de sexta-feira e teve a coordenação do titular da Delegacia de Polícia de Encantado Augusto Cavalheiro Neto. A Brigada Militar (BM) e o Ministério Público (MP) também participaram da ofensiva que prendeu 19 pessoas preventivamente e duas em flagrante. Foram apreendidas drogas, armas e munições.
A Operação Casa Pulita, que contou com o trabalho de 130 policiais, entre civis e militares, cumpriu mandados de prisão em Encantado, Roca Sales e Muçum. Foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, sendo que alguns já estavam no sistema prisional, ou seja, são indivíduos que foram presos durante o período de investigação. Além disso, foram efetuadas duas prisões em flagrante. "Essas pessoas não eram investigadas originalmente e não eram alvo de mandado porque não tínhamos conhecimento de que estavam envolvidas, mas que durante as buscas foram encontradas com arma de fogo, por exemplo", conta o delegado líder da operação. Durante a ação, foram apreendidas drogas como maconha, crack e cocaína, além de um revólver calibre 38, uma pistola glock calibre 9mm, munição de calibre 12, de calibre 38 e de 9mm.

Investigações

A palavra italiana "pulita" quando traduzida para o português significa "limpa". O delegado de Polícia de Encantado, Augusto Cavalheiro Neto, explica que a Operação Casa Pulita representa uma limpeza na criminalidade. "A cidade é nossa casa. Estávamos limpando a casa." A operação é resultado de uma investigação de seis meses, que uniu os trabalhos de inteligência da Polícia Civil e Brigada Militar. O delegado conta que teve acesso ao grupo de WhatsApp da organização criminosa, que inclusive contava com a participação do chefe da facção, que está preso na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva). "Eles tinham o grupo para falar de tráfico de drogas, armas, troca de informações, monitoramento de entrada e saída de viaturas dos bairros, principalmente do Navegantes", detalha.

Integração


Ao término da Operação Casa Pulita, uma coletiva de imprensa foi concedida pelas forças de segurança pública representadas pelo delegado de Encantado Augusto Cavalheiro Neto, pelo chefe da 19ª Delegacia Regional de Polícia de Interior (19ª DRPI), José Romaci Reis, pelo promotor de Justiça André Prediger e pelo comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Taquari (CRPO-VT), tenente-coronel Luis Marcelo Gonçalves Maya.
O delegado regional destacou a importância da união de esforços das polícias do Vale do Taquari. "Isso faz a diferença, porque sozinhos não conseguimos fazer nada. Além do pouco efetivo, as circunstâncias todas são desfavoráveis para trabalharmos sozinhos", enfatizou, reiterando que quem ganha com estas ações é a sociedade.
A Brigada Militar participou da Casa Pulita com 70 policiais, 15 viaturas e cães farejadores do comando metropolitano de Canoas. O tenente-coronel Luis Marcelo Gonçalves Maya afirmou que aeronaves só não foram utilizadas devido ao mau tempo. Maya enfatizou que o trabalho da BM é melhorado com ações integradas. "A Brigada Militar está investindo muito em operações conjuntas porque elas têm maximizado nosso trabalho. Já é a segunda operação grande só no mês de maio", falou, lembrando da megaoperação realizada em Lajeado em 5 de maio.
Para o promotor de Justiça André Prediger, com a Operação Casa Pulita, o "coração" da facção que atua na região alta foi arrancado. "É fruto de um trabalho de inteligência, no qual trocamos informações, conversamos, e onde não existe sentimento que não seja o de combate à criminalidade."

Um dos presos é suspeito de homicídio

Um dos presos na Operação Casa Pulita, realizada nesta sexta-feira, é suspeito de ter participado do homicídio de Jordan Henrique Heuser (15). Em 19 de fevereiro deste ano, o jovem foi sequestrado da casa de seu pai e, uma semana depois, seu corpo foi encontrado em Venâncio Aires. O suspeito é integrante da organização criminosa que teria premeditado o crime.

 

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