Polícia

Número de mortes violentas cresce 66% em apenas três dias

Entre domingo e terça-feira foram quatro registros

Créditos: Matheus Aguilar

Estrela - A violência está marcando o fim de ano em Estrela. Desde domingo, quatro mortes foram registradas na cidade. Até então, apenas seis homicídios tinham ocorrido no município em 2017. O crescimento do índice, só de domingo até terça, chega a 66%.

O último caso foi no final da tarde desta terça-feira, quando um corpo foi retirado do Rio Taquari. Enio Antonio Mattes, de 51 anos, foi recolhido da água nas proximidades da localidade conhecida como Buraco dos Cachorros. A Brigada Militar (BM) acionou o Corpo de Bombeiros da cidade para o resgate. De acordo com informações preliminares, o corpo teria marcas de um disparo de arma de fogo na altura do peito e outros dois na cabeça. Conforme a BM, Enio tinha antecedentes por tráfico e roubo. O corpo foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Lajeado para necropsia.

Apesar do crescimento no número nos últimos dias, o delegado José Romaci Reis diz que não há motivo para preocupação na cidade. "É uma coincidência que esses casos tenham ocorrido em um curto espaço de tempo", explica. Segundo ele, não há ligação entre os casos recentes. "Estamos investigando algumas pistas. Em princípio esses quatro casos não estão ligados", ressalta.

Relembre os casos recentes

Outros três corpos foram encontrados na cidade desde o domingo. O primeiro registro foi o de um cadáver em avançado estado de decomposição na Linha Delfina. O corpo foi localizado pelo irmão da vítima, em um dos quartos da casa. O local estava revirado, o que levantou a suspeita de latrocínio ou homicídio. Documentos de uma moto, de propriedade da vítima, foram localizados longe da casa. A Polícia Civil descartou morte por causas naturais.

Ainda no domingo, um homem foi encontrado com ferimentos de arma de fogo na Rua Geraldo Pereira, perto da Trans Santa Rita. A vítima não tinha identificação. Quatro tatuagens eram visíveis na vítima. Ele tinha marcado na pele os nomes "Paula", "Nycolas" e "Sheila", além do símbolo da morte. O corpo foi encaminhado para necropsia.

Já na segunda-feira, um homem de 27 anos foi morto a tiros na Rua do Pescador. José Henrique Klauk estava dentro do carro quando foi atingido.

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