Polícia

Justiça solta suspeito de provocar incêndio em casa de idosa

Assalto seguido de tentativa de homicídio ocorreu na noite de 6 de abril

Créditos: Caroline Garske
Mesa que foi atingida pelo fogo era um dos móveis favoritos da aposentada - Lidiane Mallmann

LAJEADO | Quatro meses após um incêndio criminoso destruir sua residência no Bairro Carneiros, Rejane Maria Brackmann (65) conta como tem sido os dias de reconstrução do seu lar e da própria vida. O sobrinho da idosa, que é considerado o principal suspeito, foi solto no dia 26 de julho, após audiência e a partir de pedido da defesa, ao qual o Ministério Público não se opôs.

A Justiça estabeleceu medidas cautelares para o homem de 33 anos. Rejane diz que ficou decepcionada com a decisão. "Eu não acredito em mais nada agora, fiquei pasma. Ele queria me matar." Mesmo com a liberdade do suspeito, ela diz que não teme. "Nunca tive medo. Só me pergunto por que ele fez isso, ele é meu sobrinho, ajudei a criar aquele guri", afirma.


O caso

O assalto seguido de uma tentativa de homicídio aconteceu na noite do dia 6 de abril, um sábado. Na data, o suspeito, que estava encapuzado, invadiu a casa da aposentada na Rua Bento Rosa e anunciou o roubo. Para pegar cheques, cartões e dinheiro, o homem amarrou a mulher e a prendeu dentro de um quarto.

Antes de fugir, ele ateou fogo no imóvel. A vítima só conseguiu escapar porque pulou a janela do cômodo em que estava presa para pedir ajuda aos vizinhos. O caso foi registrado como tentativa de homicídio na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado. O sobrinho da vítima, considerado o principal suspeito pela Polícia Civil, foi preso temporariamente no dia 15 de abril.


Reconstrução

Enquanto relembra os momentos daquela noite, Rejane mostra alguns móveis que foram queimados e que continuam na casa. O móvel favorito dela, uma mesa redonda feita de madeira, mesmo queimada, ainda continua na parte externa da residência. Um microondas e uma geladeira também permanecem ali com as marcas do incêndio. O restante da casa foi todo substituído e reconstruído. "O teto veio todo abaixo e foi colocado tudo novo, pintaram tudo", comenta a idosa.

O quarto onde Rejane ficou presa foi o único lugar que não foi atingido pelas chamas. "Quando o fogo estava chegando na porta eu consegui fugir pela janela e correr até os vizinhos." Até hoje, ela diz que sente os resquícios do incêndio em algumas partes da casa, como cheiro e textura pegajosa em alguns móveis. "Minhas cortinas queimaram todas, mas coisas materiais a gente junta de novo", conclui.

 

Em 8 de abril, a reportagem de O Informativo do Vale verificou a situação da casa após incêndio (Caroline Garske)

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