Polícia

Dois réus são condenados por atentado no Santo Antônio

Fabrício Junior da Silva de Moura estava com o filho no carro, quando foi alvo de disparos

Créditos: Natalia Nissen
- Lidiane Mallmann/arquivo
Lajeado - Douglas Ezequiel de Freitas da Silva e Éverton Rangel Schmitt dos Santos foram condenados por tentativa de homicídio qualificado em júri realizado ontem, no Fórum da Comarca de Lajeado. Eles foram acusados de tentar matar Fabrício Junior da Silva de Moura no dia 29 de março de 2015, no Bairro Santo Antônio. A sentença proferida pelo juiz Rodrigo de Azevedo Bortoli, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca, foi de quatro anos e nove meses para Silva e de cinco anos e meio para Santos, em regime inicial semiaberto. O promotor de Justiça, Sérgio da Fonseca Diefenbach, atuou na acusação e a defesa foi feita pela defensora pública, Andressa Rissetti Paim. Cabe recurso à sentença.

Durante sua fala, a defensora argumentou pela desclassificação do crime de homicídio tentado, negativa de autoria e afastamento da qualificadora de modo de execução. Silva foi condenado a uma pena menor devido à atenuante para agentes menores de 21 anos, já que ele possuía 20 anos à época do atentado. Andressa sustentou que a vítima não foi surpreendida e não havia provas em relação à autoria, destacando que Moura tinha envolvimento com o tráfico de drogas e outras pessoas poderiam ter cometido o crime. Segundo a defensora, ainda em 2015, a vítima teria tentado matar os acusados, reforçando uma conduta vingativa. Fabrício Junior da Silva de Moura foi assassinado em janeiro do ano passado, no Bairro Santo Antônio.

Conforme os autos, a vítima teve o carro alvejado por disparos de arma de fogo. Na ocasião, Moura estava acompanhado do filho de um ano. O crime foi motivado por desavença anterior envolvendo a vítima e o réu. Para a acusação, Silva e Santos praticaram o crime de inopino e com objetivo exclusivo de matar Moura, ao contrário do que a defesa alegou, de que os disparos teriam sido efetuados na direção do carro apenas para assustar a vítima e demonstrar poder.

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