Polícia

Defesa de bruxo quer reunião com Cezar Schirmer

Créditos: Natalia Nissen
- Lidiane Mallmann

Novo Hamburgo - A defesa de Silvio Fernandes Rodrigues, que ficou conhecido como "bruxo", quer se encontrar com o secretário de Segurança Público do Estado, Cezar Schirmer, para pedir providências em relação às investigações que levaram à prisão do cliente. Segundo o advogado Marco Alfredo Mejia, além da investigação para apurar o crime da morte das duas crianças encontradas esquartejadas no ano passado, é necessário esclarecer em que circunstâncias sete pessoas foram apontadas como responsáveis por um ritual de magia negra que sequer existiu. 

Mejia afirma que o caso se tratou de uma perseguição de cunho religioso e, desde que assumiu o caso em janeiro, nenhuma prova técnica foi apresentada para vincular Rodrigues ao crime. A Justiça de Novo Hamburgo concedeu, na quarta-feira, liberdade provisória a sete homens suspeitos de envolvimento com o caso. Os dois pedidos feitos pela defesa do bruxo haviam sido negados anteriormente. Desta vez, a Polícia Civil formulou o pedido e recebeu parecer favorável do Ministério Público (MP). Conforme a decisão da juíza Angela Roberta Paps Dumerque, da Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo, o aprofundamento das investigações permitiu obter informações que anulam o conjunto probatório apresentado. Rodrigues havia sido preso no dia 27 de dezembro.

Após uma acareação das testemunhas, a polícia concluiu que os depoimentos eram mentirosos e uma pessoa foi presa, mas a identidade não foi divulgada.

Relembre o caso

Fragmentos dos corpos de duas crianças foram encontrados em setembro do ano passado, no Bairro Lomba Grande em Novo Hamburgo. Conforme as investigações iniciais da Polícia Civil, e que resultaram nas prisões, as vítimas - irmãos - teriam sido esquartejadas e as partes deixadas em locais diferentes. O ritual teria sido encomendado por dois empresários para obter prosperidade nos negócios. Para tanto, teriam pago R$ 25 mil ao bruxo e dois filhos de um deles também teriam participado da cerimônia. As vítimas ainda não foram identificadas.

Os advogados Marco Alfredo Mejía, Evandro Mariani e José Felipe Lucca, de Lajeado, assumiram a defesa de Sílvio Fernandes Rodrigues poucos dias após a conversão da prisão temporária em preventiva, em janeiro.

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