Polícia

Decretada a liberdade de suspeitos de envolvimento em ritual satânico

Créditos: Redação

Novo Hamburgo - A Justiça de Novo Hamburgo concedeu liberdade provisória a sete homens suspeitos de terem matado duas crianças em suposto ritual de magia negra, em setembro do ano passado. O pedido foi formulado pela Polícia Civil e recebeu parecer favorável do Ministério Público. A decisão da juíza Angela Roberta Paps Dumerque, da Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo, ocorreu na tarde desta quarta-feira (7) e se refere aos cinco homens que estavam presos e aos outros dois foragidos. "Considerando que as decisões que anteriormente decretaram prisões temporárias e preventivas se basearam na investigação policial apresentada e postulação do Delegado de Polícia responsável pela investigação à época e neste momento, com o aprofundamento das investigações, se observa que as novas informações angariadas ao feito possuem o condão de derruir o conjunto probatório até então existente, revogo a prisão preventiva e concedo a liberdade provisória", considerou a magistrada.

A prisão temporária dos suspeitos foi decretada em 21 de dezembro e a conversão para prisão preventiva foi no dia 5 de janeiro. Poucos dias após a conversão da prisão, os advogados Marco Alfredo Mejía, Evandro Mariani e José Felipe Lucca, de Lajeado, assumiram a defesa de Sílvio Fernandes Rodrigues, o "bruxo" que teria coordenado o suposto ritual de sacrifício de duas crianças. Desde então, a defesa tentava obter a liberdade do suspeito, alegando falta de provas técnicas que comprovassem a ligação do religioso com o crime.

 

Relembre o caso
Fragmentos dos corpos de duas crianças foram encontrados em setembro do ano passado, no Bairro Lomba Grande em Novo Hamburgo. Conforme as investigações iniciais da Polícia Civil, e que resultaram nas prisões, as vítimas - irmãos - teriam sido esquartejadas e as partes deixadas em locais diferentes. O ritual teria sido encomendado por dois empresários para obter prosperidade nos negócios. Para tanto, teriam pago R$ 25 mil ao bruxo e dois filhos de um deles também teriam participado da cerimônia. As vítimas ainda não foram identificadas.

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