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Verão exige cuidados especiais

Durante o verão, é preciso atenção com alimentação, exposição ao sol e ingestão de água em maior quantidade

Créditos: Carolina Schmidt
CUIDADOS: além de ter preocupação com a saúde física, Adelmo também utiliza boné para os cuidados com os raios solares nas corridas - Lidiane Mallmann

Lajeado - O aposentado, Adelmo dos Santos (65), é presença certa no Parque dos Dick, pelo menos, três vezes por semana, para praticar corrida. Além de ter preocupação com a saúde física, também utiliza o boné e se hidrata com a ingestão de água após os exercícios, especialmente, nesta época, pois o verão exige cuidados especiais.

"Após as 15h30min, utilizo o meu tempo para a corrida. Corro desde os 38 anos e me faz muito bem. Como tive problemas no coração, isso me ajudou muito. Os cuidados necessários para os exercícios no verão são indispensáveis. Também tenho muito cuidado com a alimentação com produtos leves como frutas e legumes."

A estação da praia, da piscina, do lazer e dos passeios também é um convite para que os cuidados com o corpo sejam redobrados, pois os raios solares são intensos e a proliferação de bactérias nos alimentos acontece de forma mais acentuada. A desidratação, infecções gastrointestinais e queimaduras do sol são problemas que podem afetar a população, no período, caso não sejam tomadas as precauções necessárias.

"É preciso cuidar da saúde e prevenir, para que isso não se transforme em algo mais grave. Temos que ter atenção durante todo o ano, mas no verão essas doenças são mais comuns", destaca o médico Tovar Musskopf.

Como o corpo humano perde líquido em maior quantidade por meio do suor nos dias quentes, beber água com mais frequência é a primeira dica para evitar a desidratação e nos casos de infecção alimentar.

"É importante ressaltar que não perdemos, somente, água no suor, mas também pela urina e fezes. Nos casos se infecção intestinal, a perda também é considerável. Por isso, a hidratação é super importante para manter o equilíbrio do corpo. E o líquido ingerido precisa ser tratado e limpo." As atividades físicas no verão também exigem a ingestão de água antes, durante e depois da prática de esportes.

Atenção com os raios solares
Como os raios solares ficam mais intensos no verão, é preciso atenção redobrada. O uso do protetor solar, evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, e utilizar chapéu e roupas claras são as dicas do médico para evitar as queimaduras. Pessoas com pele, cabelo e olhos claros precisam redobrar os cuidados em função da incidência de câncer de pele em quem tem essas características.

"O sol com intensidade na pele provoca vermelhidão, coceira e bolhas nos casos mais graves. Temos que tomar cuidado com o excesso de sol no organismo, pois ele acumula ao longo dos anos, desde a infância. E se todos os anos não nos protegermos dos raios solares, podemos ter problemas futuros como o câncer de pele. Qualquer suspeita de feridas que não cicatrizam ou alteração de pintas na pele, é preciso procurar um especialista para avaliação."

A insolação também é um fato que atinge a população que não toma os cuidados necessários. Febre, queimaduras e vermelhidão são os principais sintomas. "Nos casos de insolação, é preciso tomar banhos frios e evitar utilizar cremes e loções sem prescrição médica, pois podem causar irritação. As pessoas não devem se automedicar, mas procurar atendimento na rede de saúde."

Vigilância intensifica fiscalização
O verão também faz com que a Vigilância Sanitária de Lajeado intensifique as fiscalizações em restaurantes e supermercados. De acordo com a coordenadora, Jesuane Salami, a estação mais quente do ano exige atenção por parte dos consumidores e empresários do ramo alimentício.

"O calor facilita muito a proliferação de bactérias, precisamos ter boa conservação, principalmente, com carnes, verduras, frutas e alimentos cozidos para evitar a infecção alimentar."

No caso dos supermercados, ela recomenda que o consumidor fique de olho na embalagem, aspecto, validade e se o produto está conservado na temperatura adequada a do rótulo. "As informações e indicações contidas no rótulo precisam ser seguidas de forma rigorosa. Muitas vezes, o alimento pode estar com bom aspecto visual, mas contaminado."

Em restaurantes, a dica é estar atento à temperatura dos alimentos quentes, que é acima de 60°C, e das saladas, que pode estar no máximo em 5°C. Os molhos usados nas verduras e legumes crus também precisa estar na temperatura mais fria.

Para os alimentos preparados em casa, Jesuane destaca que é necessário que sejam preparados, consumidos e, em seguida, colocados na geladeira. O descongelamento precisa ocorrer na própria geladeira ou no micro-ondas, não na temperatura ambiente em função da proliferação de bactérias. "É preciso lavar muito bem as mãos para que os alimentos também não sejam contaminados no momento do preparo."

De acordo com ela, os locais onde ocorrem o maior número de irregularidades são os setores de manipulação de alimentos, como a padaria e açougue. Segundo ela, para evitar que o estabelecimento seja constatado como irregular, é preciso que os funcionários do setor utilizem roupas brancas, touca, não utilizem anéis ou pulseiras, não apresentem ferimentos nas mãos, a limpeza frequente das ferramentas de trabalho e higiene pessoal.

Outra questão que também é fiscalizada pela Vigilância, é a comercialização de óculos de sol. Segundo Jesuane, para não prejudicar a visão, os consumidores precisam adquiri-los em estabelecimentos licenciados para a venda. As lentes do produto também precisam apresentar proteção UVA e UVB." Os óculos que não são adequados fazem com que os raios solares penetrem na retina e no cristalino. Por isso, não podemos também esquecer da saúde ocular."

Atendimentos na UPA aumentam em 10%
Desde o começo do verão, no mês passado, os atendimentos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Lajeado, aumentaram em 10%. De acordo com a coordenadora, Úrsula Jacobs, o percentual é relacionado com dores abdominais, mal-estar, diarreia e vômitos, pois são mais comuns, nessa época do ano.

"É importante manter uma boa hidratação, tomando muita água e ingerindo alimentos leves e de local seguro, visto que os alimentos se deterioram com maior facilidade", observa.

Conforme a coordenadora, as pessoas acima de 12 anos são as mais atingidas pelos sintomas e infecções relacionadas com alimentos ou água contaminada. "Os casos mais graves são as desidratações em consequência das infecções alimentares. Estes são encaminhados ao serviço de maior complexidade, como os hospitais."

 

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