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Sindi Comerciários Lajeado realiza protesto contra projeto

Setor segue mobilizado para evitar a aprovação do texto que flexibiliza a abertura aos domingos

Créditos: Lucas George Wendt
OPINIÃO:a comerciária Rose Dresch é um das contrárias à abertura dos estabelecimentos - Lucas George Wendt

Lajeado - A perspectiva de votação do projeto, na Câmara, amanhã, motivou outro protesto do Sindicato dos Empregados no Comércio de Lajeado (Sindi Comerciários), realizado ontem no Parque Professor Theobaldo Dick.

O texto que propõe a abertura do comércio aos domingos e nos feriados deve ser apreciado pelo Legislativo na sessão da terça. A matéria foi enviada à Câmara em regime de urgência e, desde então, tem provocado polêmica na cidade.

No encontro anterior dos vereadores, na última terça-feira (20), o Sindi Comerciários já havia realizado uma manifestação contra a possibilidade de aprovação do tema.

Na cidade, o assunto incita opiniões favoráveis, e outras contrárias. Um abaixo-assinado está circulando entre os trabalhadores, e já reúne mais de 1 mil assinaturas.

Alternativa

Buscando soluções para a situação, Rockenbach garante que há uma articulação, em forma de emenda, pela qual lutarão os comerciários. "Se o projeto passar, nossa opinião vai ter que valer." O documento no qual o sindicato está trabalhando estabelece algumas condicionais à abertura nos domingos e feriados, caso o Projeto de Lei seja aprovado. "A emenda é coletiva. O problema é que não temos muito tempo", pondera. Na terça, pouco antes da sessão que define o processo, uma representante dos comerciários da cidade, Keila da Silva, fará o uso da tribuna na sede do Legislativo. "Queremos saber a razão do projeto. Vamos questionar. O que irei falar é uma construção conjunta", revela ela.

"É nosso direito protestar"

O presidente do Sindi Comerciários Lajeado, Marco Rockenbach, foi primeiro a chegar na manifestação do domingo, que contou com a presença de dezenas de pessoas. Ele revela que a ação teve como foco a família dos trabalhadores do comércio.

Ao trazê-las para o parque, o objetivo, segundo ele, é fazer aquilo que, justamente, as famílias deixarão de fazer se o comércio abrir aos domingos. "Estamos fazendo uma conversa em tom de manifestação", diz.

Ele questiona se abrir o comércio aos domingos é uma necessidade, ou se o desejo parte, unicamente, da vontade de lucrar mais. "Não há a necessidade de abrir", opina. "É desigual."

Rose Dresch trabalha há décadas no comércio. Ela acredita que a abertura do comércio em Lajeado possa provocar uma reação em cadeia pela região - resultando no mesmo movimento em outras cidades. Para ela, não existe justificativa para abrir. Além disso, na opinião de Rose, se um comerciante optar por funcionar, dificilmente os outros não abrirão. "É uma decepção. Fomos pegos de surpresa", diz, sobre o Projeto de Lei 020.

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