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Forquetinha é a segunda cidade mais eficiente do RS, diz Firjan

Índice de Gestão Fiscal da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que as administrações das cidades menores executam melhor os processos de gerenciamento das finanças públicas

Créditos: Rodrigo Nascimento
- Lidiane Mallmann/arquivo
Vale do Taquari - Há mais de oito anos o quadro de servidores da Administração de Forquetinha praticamente permanece o mesmo. Poucas mudanças nos cargos em confiança, por conta da continuidade dos partidos no governo, aliado à qualificação e formação dos profissionais.
 
Tudo isso faz com que a cidade desfrute do segundo lugar entre todos os gaúchos que melhor administram os recursos públicos, segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
 
O Índice Firjan em Gestão Fiscal (IFGF) oferece um diagnóstico de como os municípios administram os recursos públicos, estimulando uma cultura de responsabilidade fiscal. Receita própria, gastos com pessoal, investimentos, liquidez e custo da dívida são os padrões avaliados pelo estudo, que têm como base as informações de 2016.
 
Roberto Luís Müller sabe na ponta do lápis tudo isso. Ele é o titular da Administração e Fazenda de Forquetinha e a fórmula - nada mágica, segundo ele -, está no modo de ver a administração e a função pública. "Nossa equipe de trabalho é praticamente a mesma, há muito tempo. Nós temos profissionais qualificados, que passam por cursos de capacitação e formação constantemente, além do rigoroso controle de gastos e cobrança de dívidas públicas", revela.
 
Müller explica que dos R$ 600 mil que a prefeitura tem "na rua", com dívidas ativas, quase a metade já é cobrada por via judicial. Outra parte está em acordos, pelos quais os forquetinhenses fazem questão de pagar. "Nossa folha de pagamento também não ultrapassa a marca dos 37% do orçamento."
 
Grande
Com mais de 20 mil habitantes, Arroio do Meio sai do padrão do topo do ranking. É uma das cidades mais importantes do Vale, sob o aspecto econômico e está na 19ª posição do Estado quando o assunto é eficiência fiscal.
 
O secretário da Fazenda, Márcio Zimmer, conta que a regulação, o controle e a transparência das ações, especialmente quando envolvem a aplicação de recursos, constituem instrumentos fundamentais para garantir a gestão pública. 
 
 
Novas administrações
Conforme o auditor regional do Tribunal de Contas do Estado, Leonardo José Andriolo, o fator idade pode ser decisivo na medição da gestão de uma administração pública. "As cidades emancipadas nas décadas de 1980 e 1990, mais jovens, como no caso de Forquetinha, têm uma facilidade maior de atuar no serviço público. Não carregam processos trabalhistas, nem problemas antigos."
 
Andriolo é professor de Administração Pública na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Ele explica, também, que o investimento em qualificação de servidores e na baixa rotatividade de funções dentro de uma prefeitura também colaboram para o equilíbrio na Administração. "Por mais competente que seja o servidor, em cargo de comissão, ele sempre será temporário. Até que ele se acostume com o ritmo do serviço, acabou o mandato do grupo político, e, com isso, podem ocorrer trocas nas funções."
 
 
Cidade pequena
Com exceção de Arroio do Meio, todas as cidades bem posicionadas no ranking do Vale do Taquari da eficiência fiscal têm poucos habitantes. Sofrem menos com problemas dos grandes centros e conseguem elevar como um todo a qualidade de vida da população. "Dificilmente há migração e criação de bolsões de miséria e favelas nestas cidades. Esta é uma condição favorável aos pequenos municípios e, por conta disso, torna-os mais bem colocados na classificação que mede a gestão municipal."
 

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