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Escola recebe a mostra "Nem tão doce lar"

Iniciativa possui o cenário de uma casa, com informações e imagens que denunciam a violência doméstica

Créditos: Redação
CENÁRIO: espaço, que representa uma casa, possui elementos que denunciam a violência doméstica - Prefeitura de Fazenda Vilanova/divulgação

Fazenda Vilanova - A Prefeitura de Fazenda Vilanova, por meio da Secretaria de Saúde e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, realizou a mostra internacional "Nem tão doce lar". A iniciativa foi promovida em parceria com a Fundação Luterana de Diaconia (FDL) e ocorreu no final de outubro.

A exposição itinerante e interativa, que ocorreu no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Edgar da Rosa Cardoso, recebeu cerca de 400 visitantes. A Fundação realizou uma capacitação para os acolhedores, preparando agentes multiplicadores com olhar qualificado e receptivo às situações individuais. Após as visitas, foi realizada uma roda de conversa com os participantes para colher as percepções e discutir essas situações na comunidade.

Para a psicóloga Vanessa Brandão, a mostra traz uma casa normal, mas os detalhes mostram que o lar não é tão doce assim. "As pessoas visitaram o espaço que foi montado com objetos e principais dependências de uma casa, representadas por quartos, sala e cozinha. O cenário da exposição mostrou situações para provocar o impacto de que existem sinais de violência na família", explica.

Nem tão doce lar
A Nem tão doce lar envolve uma metodologia de intervenção coletiva para a superação da violência familiar. Trata-se de uma mostra itinerante que possibilita a popularização da discussão e do enfrentamento da violência, ao levar para o espaço público uma típica casa familiar, com informações e imagens que denunciam a violência sofrida por mulheres, crianças e jovens.

A iniciativa nasceu a partir de uma exposição internacional chamada Rua das Rosas, criada pela antropóloga alemã Una Hombrecher, com o apoio da agência Pão para o Mundo (PPM). A proposta inicial, que tinha ainda uma linguagem europeia, foi apresentada em Porto Alegre, de 14 a 23 de fevereiro de 2006, durante a 9ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Esta primeira exposição esteve sob a coordenação da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), e um consórcio de organizações da sociedade civil que atuam denunciando e construindo possibilidades de superação da violência.

Posteriormente, a partir de um amplo processo de construção coletiva, a exposição recebeu um enfoque brasileiro. O nome Nem Tão Doce Lar faz alusão à citação "lar doce lar", muito comum em casas brasileiras. Assim também nasceu a marca Nem tão doce lar, criada a partir de um delicado bordado em ponto de cruz, emoldurado como um quadro. Esse quadro, representativo do que deveria ser o ambiente familiar, amoroso e cheio de cuidados, está quebrado, indicando um ambiente violento.

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