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Érico Veríssimo aceita o desafio Cipave em luta contra a violência

Projeto desenvolvido no colégio envolveu cerca de 50 alunos em um vídeo

Créditos: Natália Bottoni
- Natália Bottoni
Lajeado - Com o objetivo de estimular a fiscalização de situações de violência no ambiente escolar, a Secretaria da Educação, por meio do programa Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave), promoveu a campanha "Tamo junto com a Cipave", que desafiou a comunidade escolar a criar um vídeo com o jingle da música do projeto. A Escola Estadual de Educação Básica Érico Veríssimo abraçou a ideia e realizou o videoclipe na manhã de quinta-feira. A proposta teve tanto êxito que contou com a participação de cerca de 50 pessoas, entre estudantes e professores. 
 
Com 45 segundos, o vídeo mostra os alunos, professores e as parceiras da Cipave, apresentando cartazes e placas que remetem à cultura da paz. O estudante Daniel Freitas (16) está no 2º ano do Ensino Médio e participou da organização do trabalho. "É importante perceber que a proposta que tentamos desenvolver tem resultado", explica. 
 
"Nós acreditamos na Cipave porque o que ela determina é bom", esclarece a diretora da escola, Denise Sandri Labres (52). "Nós vivemos em um mundo onde presenciamos muita violência contra a mulher, o negro, o homossexual, e acreditamos que trabalhando essas questões desde cedo vamos auxiliar para diminuir essas ações negativas no futuro", afirma Denise. 
 
 
Cipave na escola
Na Érico Veríssimo, quem faz parte da Cipave são os alunos, pais, professores, o grêmio estudantil, a direção do colégio e os funcionários, além das parceiras - Brigada Militar (BM), Polícia Civil, Polícia Comunitária, Univates, Rotary Club de Lajeado, Unimed e Lions Clube. "O programa visa a cultura da paz, e são trabalhadas questões de diversidade com os estudantes, sobre gênero, raça e cor, por exemplo", explica a diretora. 
 
Durante o ano, são feitos projetos com cada turma, que se propõem a pensar na diversidade cultural, com temas como violência urbana, discriminação racial, feminismo, sexualidade, entre outros. Os professores são considerados os porta-vozes do trabalho. Em 2017, o lema do programa é "Respeitando e explorando as diferenças", que remete à integração dos alunos. 
 
"O plano é passar valores e cuidados aos estudantes que normalmente não aprenderiam nas disciplinas se não fosse o projeto: respeitar o próximo sempre", esclarece Denise. Desde que o programa nasceu na Érico, os acontecimentos com envolvimento em violência diminuíram: este ano, nenhuma agressão física foi presenciada pelo colégio ainda.

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