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Encantado em Paris

Trio de amigos da cidade do Vale do Taquari percorrem 1200 quilômetros na Paris-Brest-Paris, a mais antiga prova de ciclismo do mundo

Créditos: Guilherme Rossini
Trio encantadense se reúne para se preparar em frente à Torre Eiffel - divulgação

PARIS | Neste fim de semana, o trio encantadense Guner Daltoé, Léo Vicente Lorenzini e Rober Quinto Gonzatti iniciou a participação na 19ª edição do Paris-Brest-Paris. Os três tem o objetivo de fazer 1200 quilômetros em no máximo 90 horas de prova. Eles integram o grupo de 134 brasileiros que disputarão a prova, sendo que 43 deles são do Rio Grande do Sul. Os gaúchos são a maioria entre os atletas que saíram do Brasil para participar da competição.

A prova, que acontece a cada quatro anos e teve sua primeira edição em 1891. É o evento de ciclismo de estrada mais antigo do mundo que ainda é realizado com regularidade. Este ano, ao todo são 6.668 ciclistas de 66 países participando da Paris-Brest-Paris. "É um sonho que está se realizando. Estou emocionado, só em pensar onde o ciclismo me levou. Pratico o esporte há 12 anos, e foi um longo tempo de preparação para a PBP. Agora, a ideia é que se chegar até o meio da prova, consigo voltar e completá-la. Tenho esse objetivo em mente", diz Léo Vicente Lorenzini.

Como são, ao todo, 1.200 quilômetros, foi um grande tempo de preparação até que o trio estivesse preparado para percorrer tal distância. " Nos preparamos ao longo dos últimos dois anos para esse momento. Fizemos várias provas no Brasil, o que nos habilitou a participar na PBP. São várias etapas que precisamos seguir para ir subindo de nível", diz Guner Daltoé. Para participar da Paris-Brest-Paris, os competidores têm que ter participado de provas de Audax (ciclismo não-competitivo), de 200, 400 e 600 quilômetros.

Para Gonzatti, a prova é bastante longa e é preciso tomar alguns cuidados. "Como são 1.200 quilômetros, e faz muito calor aqui na França, a alimentação e a cautela durante o percurso serão fundamentais", disse.


Preparo

Em primeiro lugar, como os três ciclistas tiveram que fazer diversas provas em percursos menores, de 200, 400 e 600 quilômetros, essa preparação os habilita para, no mínimo, pensar em completar a prova.

No entanto, apesar do ciclismo ser um esporte simples e prazeroso, devem ser tomados alguns cuidados quando se começa na prática do esporte. Segundo o professor da Univates e doutor em Ciências do Movimento Humano, a atividade é ótima para a saúde. "Como tem impacto mínimo para as articulações, é uma atividade muito boa. Além disso, como um exercício aeróbico, existem muitos pontos positivos", enfatiza.

No entanto, para ele, que também pratica a modalidade, existem precauções no planejamento de metas e objetivos como o dos ciclistas. "É necessária uma preparação de longo prazo. O importante é ir aumentando o nível de exigência aos poucos, para o corpo ir se acostumando. Por exemplo, desde o coração que vai aumentando sua capacidade, além da musculatura, e muitas outras mudanças no organismo", diz. Além disso, ele explica que, como não é uma prova competitiva, é importante respeitar seus limites e querer melhorar. "Não é só a questão da prova, tem a alimentação, hidratação e ir se acostumando com a dor. Isso só se adquire com o passar do tempo."

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