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Educação volta a ser pauta na Câmara de Vereadores

Falta de vagas nas Emeis e projeto que propõe mudanças na gestão escolar foram debatidos

Créditos: Mônica da Cruz

LAJEADO | A falta de vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) do município voltou a ser pauta na sessão de ontem à noite, na Câmara de Vereadores. O assunto foi debatido pelos vereadores, após publicação em uma rede social. A postagem dizia que secretários têm filhos em emeis e, assim, tiram vagas de cidadãos, que não possuem condições de pagar escolas particulares.

Para o parlamentar Waldir Blau, o município deve dar prioridade para quem ganha menos. "Esse é um critério que seria justo", destaca. Para eles, as famílias que mais precisam, normalmente são as mais prejudicadas com a falta de vagas.

Segundo Ernani Teixeira da Silva, a situação das creches é uma discussão para a vida inteira, independente do partido. "Sempre existe mais senhoras grávidas, do que vagas disponíveis", comentou. O parlamentar explicou que já foi procurado por diversas mães, que não conseguiram vagas para os filhos. Para ele, o tema não é novo e talvez nunca seja solucionado completamente. "No meu conceito, deveria ter creches comunitárias. Quem tem mais condições, paga mais. Quem tem menos, ajuda com o que pode. Assim, haveria um equilíbrio", salientou.

Mariela Portz destacou que quando não há estruturas para todos, àqueles que não têm condições devem ter prioridade. "Sou totalmente favorável que as vagas sejam oferecidas para quem tem menos renda."

De acordo com Sérgio Kniphoff, as emeis comunitárias foram úteis no passado. No entanto, ele frisou que é preciso haver um acordo com o Ministério Público para que elas voltem a atuar.

 

Ampliação de vagas em quatro Emeis

Conforme informações da Administração Municipal, desde o início do mandato foram criadas 372 novas vagas na educação infantil. Os números são de matrículas do Censo Escolar, no comparativo de 2018 com 2017. Isso ocorreu em função da reorganização das escolas e das turmas, além de uma melhor adequação dos espaços.

Em 2019, outras 89 novas vagas foram criadas nas seguintes emeis:

Cantinho Mágico: 31 novas vagas. 18 já estão ocupadas e as outras aguardam profissionais para que possam ser feitas as próximas matrículas. No centro de ensino, houve construção de três novas salas de aula e reorganização das turmas.

Aprender Brincando: criação de 16 novas vagas em berçário, decorrente de reorganização das turmas. Seis já estão ocupadas e as outras aguardam profissionais para que sejam feitas as matrículas.

Sabor de Infância: 16 novas vagas em berçário. 10 estão preenchidas, em função da reorganização das turmas
Primeiros Passos: 26 novas vagas. Destas, 16 em berçário e 21 já foram preenchidas.

 

Mudanças na gestão escolar será debatida em audiência pública

Parlamentares falaram novamente sobre o Projeto de Lei 085. O documento propõe mudanças na Gestão Democrática das Escolas Municipais e tem gerado opiniões diversas na Casa Legislativa. Waldir Blau falou que foi surpreendido com a possibilidade da Administração Municipal indicar os cargos de diretor e vice-diretor. O vereador se disse contra o projeto e explicou que são os pais e alunos que devem escolher os representantes. "Quando os nossos filhos estudam, a gente acaba conhecendo bem os profissionais", salientou. Para Blau, o Poder Público não pode indicar quem vai dirigir as escolas.

De acordo com Mariela Portz, algumas pessoas estão distorcendo o projeto. A parlamentar comentou que fez uma emeda, visando alterar o artigo 4º, onde propõe que o Executivo possa indicar os profissionais apenas em casos específicos. "Como em vacância do diretor, por exemplo."

Mariela destacou que a secretária de educação, até o momento, não foi convidada para participar da audiência pública sobre o tema. "Faço questão que ela esteja, porque ela precisa nos explicar o projeto. É o mínimo que deve ocorrer", frisou.

Para Ildo Paulo Salvi, a audiência pública vai dar uma direção do que os centros de ensino pensam. "Vamos proporcionar à comunidade a ampliação dos debates", ressaltou.

Segundo a presidente da Câmara, Arilene Dalmoro, não há ninguém melhor que a comunidade escolar para escolher seus representantes. Arilene explicou que no projeto enviado pela Administração Municipal, fica evidente que os gestores farão o que acharem melhor. "Indicar ou deixar que a escolha seja feita. Um ou outro." Para ela, a audiência pública está atendendo um pedido da comunidade escolar e será um momento para esclarecer todas as dúvidas.


 

SE LIGA!

A audiência pública sobre o Projeto de Lei 085, ocorre na próxima segunda-feira (16), às 19h, no Plenário da Câmara de Vereadores. Haverá transmissão ao vivo.

 

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