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Dia da Criança: o mais importante é participar das brincadeiras

Saiba quais são os brinquedos mais indicados para presentear as crianças e como os pais podem interagir

Créditos: Naiâne Jagnow
- Lucas George Wendt

Lajeado - O 12 de outubro é lembrado como o Dia da Crianças. Os pais costumam presentear seus filhos, principalmente com brinquedos. Apesar da data ser celebrada nesta quinta-feira, a mobilização para o presente acontece muito tempo antes, e, geralmente, as crianças já têm definidos a marca e modelo daquilo que querem receber. Porém, mais importante do que o brinquedo é o ato de brincar. O mundo das fantasias impulsiona a criatividade e proporciona um desenvolvimento mental saudável.

Ontem, Fabíola Ribeiro (40), o marido e o filho, Miguel Ribeiro Villa (6) foram comprar o presente de Dia da Criança, já definido pelo menino desde o Natal: a Batcaverna, brinquedo que simula a moradia do herói de quadrinhos, o Batman, e apresenta a miniatura do personagem e do seu principal vilão, o Coringa. Segundo Fabíola, o principal cuidado que ela tem na hora da compra é a se a faixa etária é compatível com a do seu filho.

A professora da Univates e doutora em educação, Cláudia Inês Horn, concorda que a faixa etária é um fator decisivo na hora da compra, mas outros detalhes também devem ser levados em conta. "Precisamos avaliar a qualidade do material e a segurança que o brinquedo oferece às crianças como, por exemplo, se o plástico é resistente, não solta tintas tóxicas, se o material é antialérgico, se produz sons de qualidade, entre outros atributos físicos", explica a professora. Entretanto, de acordo com Cláudia, o mais importante é avaliar a possibilidade de criação, de invenção e de improviso que o brinquedo oferece.

Crianças e as tecnologias
O tempo que Miguel gasta em frente ao videogame, tablet e televisão é algo que preocupa Fabíola. "Eu tento controlar para ele não passar tempo demais nessas coisas, mas, às vezes, é difícil, principalmente com a idade que ele tem", comenta a mãe. "Com certeza o que ele mais gosta é do videogame, meu marido joga com ele também", enfatiza.

Conforme Cláudia, existem propostas de jogos nos computadores, tablets e celulares excelentes para as crianças. "O que interessa aqui, é ter o acompanhamento dos adultos e um equilíbrio nos tempos e espaços de uso das novas tecnologias. Mas também é necessário saber brincar com os elementos da natureza, com materiais não estruturados, desenvolvendo o potencial de criação infantil", afirma.

O adulto e o mundo faz de conta
Fabíola e o marido administram uma empresa juntos, por isso o tempo para brincar com o filho, às vezes, é escasso, mas mesmo assim sempre dedicam algumas horas do dia e o fim de semana para Miguel. "Ultimamente, a gente tem brincado bastante com legos, ele adora brincar de montar e construir. Eu acabo entrando junto na brincadeira", diz a mãe.

A doutora em educação explica que essa interação entre os adultos e a criança é fundamental e ressalta que não é a quantidade de tempo que é relevante, mas sim, a qualidade do tempo em que os adultos estão a brincar com as crianças. "O adulto precisa ter um corpo disponível para o brincar, entrar no universo do faz-de-conta, criar enredos simbólicos com as crianças, além de nutrir as fantasias infantis com novos elementos. O importante não é o brinquedo em si, mas a ação do brincar junto", destaca.

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