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27ª Feira do Livro movimenta feriado na edição da CulturArte

Feira acaba hoje. A realização é da Prefeitura, com a Secretaria de Educação e Cultura

Créditos: Luísa Schardong
ESCRITOR: a espontaneidade do traço é uma das habilidades que ajudaram Cadu a ministrar oficinas nos colégios do município - Luísa Schardong

Arroio do Meio - Mais uma vez a Rua de Eventos acolheu o Complexo CulturArte. A tradicional Feira do Livro do município integrou a programação e chegou a sua 27ª edição, no Clube Esportivo. Outros destaques foram a peça teatral "A menina da Biblioteca", do Grupo Luz e Cena, e a apresentação da banda The Kombi.

À frente da pasta de Educação e Cultura, Mara Betina Forneck destaca que a iniciativa, que vem se perpetuando na comunidade, quer incentivar o gosto pela leitura. "São 20 editoras aqui conosco. Mas ao invés de vendedores, quem está nas bancas são funcionários da nossa rede escolar. Do total de vendas, 20% do valor será revertido na compra de livros para abastecer as bibliotecas dos colégios e a Biblioteca Pública Municipal", explica.

Para abrir esse universo aos estudantes, a Secretaria também vem trazendo escritores como Carlos Augusto Pessoa Brum (30), o "Cadu", para trabalhar a literatura nas escolas. Na contramão da família de dentistas, ele viu nos traços dos desenhos e das letras a profissão que queria seguir. "Foi algo espontâneo. Publiquei meu primeiro livro aos 17 anos", conta. Hoje a lista de publicações aumentou: são 45 livros escritos e ilustrados por ele.

Um dos títulos, "Mitozoológico" foi tema de estudo de alunos entre o sexto e nono anos da rede. O livro veio para desafiar a ideia de mitologia é só na Grécia Antiga. Conhecendo crenças de vários povos, as páginas 88 páginas guardam uma rica coleção de criaturas fantásticas como sacis da América, minotauros da Europa, djinn da África, kitsunes da Ásia e estrelas-do-mar da Oceania.

"É difícil competir com tantas mídias, então encontrei nos desenhos uma forma de facilitar o consumo dos livros, ajudar quem está nessa idade em que se desenvolve o gosto pela leitura. Nas escolas a dinâmica é bem ativa: os alunos começam a criar histórias e, ao mesmo, eu ilustro. Criamos uma espécie de história em quadrinhos."

Aluna da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Caetano, Rafaelly Hendges (5) já começou o contato com a literatura. "Sei algumas letrinhas, escrever meu nome. É difícil escolher poucos livros", explica. Sua mãe, a vendedora Francini Alune Ruppenthal (24), que o diga: "São muitas opções e ela quer todas. É bom ver ela se interessando", comenta. 


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