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"O pouco de cada um é muito para nós", afirma mãe de menina com paralisia cerebral

O jornal O Informativo do Vale resgatou a história da adolescente, que havia sido publicada há um ano. Família precisa de ajuda financeira

Créditos: Natália Bottoni
CARINHO: Juliana é a responsável pelos cuidados da filha, que tem teve paralisia cerebral quando nasceu - Natália Bottoni

Lajeado - Na edição de 7 de dezembro de 2016, o jornal O Informativo do Vale publicou a história de Jaqueline Beatriz Bald Camargo (17), uma menina que tem paralisia cerebral desde que nasceu. A reportagem contava as dificuldades financeiras enfrentadas pela família de Jaqueline. Na época, muitas pessoas se mobilizaram diante da situação e realizaram diversas doações.

Um ano depois, a mãe de Jaqueline, a dona de casa Juliana Maria Bald (40), a qual é responsável pelos cuidados dela e de sua outra filha de 11 anos, ainda agradece pela ajuda que recebeu até março deste ano. "O pouco de cada um é muito para nós", afirma.

Mesmo com tantas doações, Juliana conta que o que restou são apenas dois pacotes de fraldas e poucos produtos de alimentação. "O gasto que tenho por mês é em torno de R$ 800, o que inclui apenas água, luz, aluguel, gás e telefone. Ainda tem os custos com os remédios, alimentação, fralda e roupas, que não é baixo", afirma.

É sagrado: todas as semanas a sua vizinha e doceira, Noedi Maria Kemmer (50), faz bolachas ou um bolo à família. Ela é uma das únicas pessoas que está auxiliando a dona de casa com a filha no momento. "É muito para uma pessoa só ajudar, porque a necessidade é grande", comenta a amiga.

Juliana e Noedi se conheceram em outubro do ano passado, quando a doceira foi morar em Conventos. "Quando fiquei sabendo da situação da adolescente, sabia que precisava auxiliar. Desde lá, não parei mais de contribuir", comenta. Juliana diz que, desde lá, a sua vida mudou.

Dia a dia
Jaqueline é adolescente, mas, como a mãe mesmo diz, ela demanda de cuidados como se fosse um bebê. Não fala, não come sozinha e não caminha. "Desde que ela nasceu, precisa da minha ajuda para tudo. Larguei tudo para me dedicar à ela. Não posso trabalhar e não saio de casa quase", explica a dona de casa. De tanto esforço físico, Juliana está com um problema de saúde - está com uma hérnia, e há a possibilidade de ter que fazer uma cirurgia, o que significa mais gasto para a família.

Quando a mãe precisa ir na farmácia ou no mercado, pede a ajuda da outra filha para cuidar de Jaqueline; quando o lugar é mais distante, a sua vizinha Noedi a auxilia.

Dar mamadeira e banho são atividades simples do dia a dia, mas que requerem muita paciência e tempo da mãe com a filha. A alimentação de Jaqueline também é especial - precisa ser liquidificada.

Além disso, a jovem toma, em média, seis remédios por dia - quatro deles são comprados pela mãe, com o dinheiro que recebe da pensão paga pelo pai da menina; os outros dois, o Estado fornece a quantia necessária. "Os preços variam. Tem um que custa quase R$ 60; outro, é R$ 30, mas acaba em cinco dias, o que resulta em R$ 180 por mês", cita. Além da paralisia, Jaqueline tem problema de intestino, por isso a quantidade maior de medicamentos.

"A minha parte eu vou fazer até o último segundo, nem que eu precise cuidar dela mais 50 anos", garante a mãe. "O nosso filho é um pedaço da gente, não é? ", diz.

"O que vier, vem bem"
Quem quiser ajudar Juliana é possível entrar em contato pelo telefone (51) 99694-0555 ou ir até a casa da família, na Rua Barros Cassal, 160, sobrado 3, Bairro Conventos. A família precisa de alimentos, fraldas infantis tamanho GG e produtos de higiene.

Também é possível contribuir com dinheiro, com um depósito bancário para Juliana Maria Bald, pela Caixa, agência 0489, operação 013, conta 126.793-2.

"Não faço exigência alguma, o que vier, vem bem. Somos humildes e reconhecemos isso. Ficamos felizes com qualquer ajuda, que se faz necessária diante da situação pela qual estamos passando", declara Juliana.

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