Economia

Nota técnica: Desocupação volta a cair

Dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Créditos: Assessoria de Imprensa da Fecomércio
Dados foram apresentados pelo IBGE - Reprodução/Site Fecomércio

Brasília - A taxa de desocupação média brasileira atingiu 12,2% no trimestre que compreende os meses de agosto a outubro. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, houve uma queda de 0,6 p.p. ante o trimestre anterior (maio, junho e julho). Na comparação com o mesmo trimestre de 2016 (11,8%), a taxa foi maior em 0,4 p.p..

No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, na comparação interanual, o contingente de ocupados teve alta de 1,8%, enquanto que a força de trabalho disponível cresceu 2,3%. Desse modo, a despeito do aumento da população ocupada no período, o crescimento em maior magnitude da força de trabalho disponível acabou por influenciar o aumento da taxa de desocupação média do período. Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2017, houve aumento na força de trabalho de 0,3%, ao passo que a população ocupada se elevou em 1,0%, diminuindo a desocupação média no período.

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.127,00, nos meses de agosto a outubro, com acréscimo real de 2,5% em relação à remuneração no mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.076,00). A massa de rendimento real aumentou 4,2% na mesma base de comparação, refletindo a elevação, tanto do rendimento médio quanto da população ocupada.

O resultado do trimestre reforça algo que já se verificava nos trimestres anteriores: a ocupação vem crescendo motivada pelo emprego no setor privado sem carteira e por conta própria. O emprego com carteira assinada caiu tanto na comparação interanual quanto em relação ao trimestre anterior. Assim, apesar da retomada da atividade, o emprego com carteira assinada somente irá voltar a crescer quando as empresas acreditarem que a recuperação da economia terá caráter permanente.

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