Economia

Geração de vagas em Lajeado contraria média negativa nacional

Dados oficiais do emprego no País indicam cenário positivo para a cidade, que teve 163 novos empregos em novembro

Créditos: Lucas George Wendt
CAGED: relatório oficial de empregos formais apresenta saldo positivo para Lajeado, que segue a tendência estadual - Lidiane Mallmann/arquivo O Informativo do Vale

Lajeado -A cidade é a única da região analisada pelo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O município não seguiu a tendência nacional de redução de postos de trabalho no último mês. Enquanto que no País foram fechadas 12 mil postos de trabalho em novembro, em Lajeado, na comparação entre demissões e admissões, o saldo positivo é de 163 pessoas empregadas. Mesmo sendo um valor considerável, a queda nacional é a menor em comparação com os três últimos novembros.

O resultado nacional quebra uma sequência de sete meses de geração de novas vagas. Outubro foi pico - foram criados 76.599 mil postos de trabalho no mês anterior.

Em Lajeado, em novembro, foram contratadas 1,154 pessoas e desligadas outras 991, o que gera um saldo positivo no índice de 163 novos empregos ou vagas ocupadas.

No saldo acumulado do ano, foram gerados 11.927 vagas. Os desligamentos são 10.995. O resultado positivo, nesse caso, é de 932 vagas novas ocupadas de janeiro ao final de novembro. Nos últimos 12 meses (de novembro de 2016 a ao mesmo mês de 2017), a diferença entre contratações e demissões é 589 - foram admitidos 12.612 pessoas e desligadas outras 12.023. Os saldos de novembro deste ano são todos positivos para Lajeado, diferente do que pode ser verificado nos anos anteriores (2015 e 2016), quando as razões entre o total de admissões e o total de desligamentos era negativo para o mês de novembro, para o ano e também se fossem considerados os últimos 12 meses a partir de novembro (em cada ano).

Em Lajeado, o setor terciário (áreas de comércio e serviços) corresponde aos maiores valores positivos na relação divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, ou seja, foi o segmento que mais contratou na cidade. Comércio admitiu 48 pessoas a mais, e a área de serviços, 146. A soma, 194, é puxada para baixo por áreas como a construção civil e a indústria de transformação. A primeira tem saldo negativo de 19, na relação entre os contratados (74) e os desligados (93); e a segunda, 10 - foram contratados para a indústria de transformação 267 pessoas em novembro e deixados outros 277 postos de trabalho.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Lajeado, Heinz Rockenbach, diz que o saldo positivo é um indicativo importante de que a economia está mudando.

Lajeado, na sua avaliação, é uma cidade que tem percentuais relevantes da economia relacionados ao comércio e à prestação de serviços. "Essa é uma característica da cidade", diz. Heinz credita à oferta de empregos temporários, característico desta época de fim de ano, o saldo positivo das áreas. "A economia está em evolução".

Na opinião do presidente da CDL, a reação já era esperada.

O relatório também aponta que o Rio Grande do Sul foi estado que que apresentou o maior avanço nos números. O saldo positivo para o RS é de 8.753 vagas. No estado, a expansão do comércio, da agropecuária e do área de serviços foram as responsáveis pelos maiores saldos positivos - e por parcela considerável das mais de 8,7 mil vagas preenchidas. Foram 4.567 novos postos no comércio, 3.973 na agropecuária e 2.031 na área de serviços. Das 27 Unidades da Federação, apenas 13 tiveram saldo positivo nos dados referentes a novembro.

Estimativas
É possível que, a partir dos próximos meses, os dados do Caged apresentem números mais elevados. Isso se dará em função do início da vigência das novas regras da lei trabalhista, alteradas recentemente. Para 2018 o Governo estima a criação de até 2 milhões de novas vagas de emprego. A projeção é baseada em cálculos de crescimento econômico e comportamento do mercado formal do trabalho no País. Para elaboração do cálculo foram consideradas as estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) e o estoque de emprego nos últimos 15 anos. Para a geração das vagas, duas perspectivas foram elencadas pelo MTE: uma delas prevendo o crescimento do PIB pelo Ministério da Fazenda como sendo da ordem de 3,0%, e outra como sendo de 3,5%. No primeiro caso, a estimativa de oferta de vagas é de 1,7 milhão e, no segundo, mais otimista, de 2 milhões de novos postos em todo país. O cenário positivo que se reflete na geração de emprego é justificado a partir da melhora das condições de consumo da população e dos investimentos internacionais, especialmente. Há a expectativa de que o setor de indústria de transformação seja o que mais se expanda, conforme informações do Ministério.

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