Economia

Cesta básica custa média de R$ 353,60

Faculdade La Salle pesquisa preços em Estrela, Lajeado, Teutônia, Arroio do Meio. Valor ainda é R$ 72,69 menor que na capital


PREÇO: tomate longa vida é um dos itens pesquisados - Lidiane Mallmann

Vale do Taquari - Acadêmicos do grupo de pesquisa da Faculdade La Salle realizaram um levantamento nos principais supermercados de Estrela, Lajeado, Teutônia, Arroio do Meio e Porto Alegre. Concluiu que o valor da cesta básica ficou em R$ 353,60 em cada município. Buscaram o preço de 13 produtos que a compõem - carne, leite longa vida, feijão preto tipo 1, arroz tipo 1, farinha branca, batata branca, tomate longa vida, pão francês, café, banana prata, açúcar branco, óleo de soja e margarina. A visita às gôndolas ocorreu sempre no primeiro sábado de cada mês, em maio e julho, envolvendo duas a três marcas de cada produto por estabelecimento.



O coordenador do Curso de Administração e responsável interno por essa pesquisa, César Muller, explica depois do levantamento, foi feita uma média de preços de cada supermercado e calculada a dos demais média entre os demais estabelecimentos de cada cidade dentro de cada mês.

De acordo com o Dieese, o valor da cesta básica é calculado para uma família de dois adultos e duas crianças, e o custo familiar para alimentação representa 35,71% da parcela orçamentária das famílias de baixa renda. Assim, de acordo com Muller, o orçamento total deve ser capaz de suprir também as demais despesas como habitação, vestuário, transporte e outros gastos. Uma das conclusões do levantamento da La Salle é que a renda básica familiar, para manter o aumento dos preços, deveria ser superior a R$ 3 mil. O salário mínimo nacional é de R$ 954, mas os dados mostram uma necessidade bem maior.

Avaliação

O coordenador do Curso de Administração da La Salle, César Muller, explica que os dados são de extrema importância para analisar como a economia da região se comporta e para calcular qual seria hoje a renda familiar necessária em cada uma das cidades. "Eles nos mostram que hoje muitas famílias ainda recebem muito abaixo do necessário." Ele avalia que a alternativa é pesquisar promoções e preços em mercados distintos. Outro alternativa é melhorar a qualificação dos membros da família, afim de aumentar a renda de cada integrante. Explica que pesquisas indicam que pessoas com Ensino Superior no currículo recebem, no mínimo, 15% a mais no final do mês.

Comentários

VEJA TAMBÉM...