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Coluna do Deraldo


>> Ministros militares
Na nominata ministerial do presidente eleito Jair Bolsonaro, a categoria militar conseguiu amplo espaço no primeiro escalão de governo. Os ministros das Forças Armadas vão ter sete postos na estrutura de poder.

>> Palácio do Planalto
Dos sete ministros, dois deles vão atuar dentro do Palácio do Planalto no Gabinete de Segurança Institucional e na Secretaria de Governo. Estarão ao lado de outros dois militares, o capitão Bolsonaro e o vice General Mourão.

>> Clube militar
O núcleo duro do governo passa pelo "clube militar" com suas regras e liturgias. Pelo número e poder concedido pelo presidente eleito, serão protagonistas da nova política que será implantada a partir de janeiro.

>> Nomes do Democratas
No loteamento de cargos, o DEM conseguiu emplacar três nomes no ministério. Tereza Cristina da bancada ruralista na Agricultura, Luiz Henrique Mandetta, na pasta da Saúde e Onyx Lorenzoni, na Casa Civil.

>> Nomes do Democratas
No loteamento de cargos, o DEM conseguiu emplacar três nomes no ministério. Tereza Cristina da bancada ruralista na Agricultura, Luiz Henrique Mandetta, na pasta da Saúde e Onyx Lorenzoni, na Casa Civil.

>> Articulador político
O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Loraenzoni, está desde a primeira hora trabalhando na montagem do governo. Mesmo sendo o principal articulador político, o deputado está ameaçado de não assumir o cargo.

>> Caixa dois
A ameaça se materializou depois que o ministro do STF, Edson Fachin, autorizou a abertura de investigação contra Onyx Lorenzoni por uso do caixa dois, dinheiro não declarado, nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014.

>> Delação premiada
A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Onyx Lorenzoni tem por base o acordo de delação premiada feito por seis ex-executivos da JBS, incluindo os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa.

>> Dinheiro sujo
A ala militar do futuro governo não vê com bons olhos a permanência do deputado Lorenzoni na equipe ministerial. Alegam que é difícil fazer a defesa dele após ter confessado o uso de dinheiro sujo na campanha.

>> Filhos de Bolsonaro
Há também desconforto com a atuação dos filhos de Bolsonaro que opinam sobre tudo. O que os militares querem é que eles não deem palpites sobre o governo e deixem a cargo do pai a definição dos rumos políticos do país.

>> Movimentação milionária
O jornal O Estado de S. Paulo mostra movimentação atípica de R$ 1,2 milhão de Fabrício de Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro. Também há dinheiro para a futura primeira-dama Michele Bolsonaro.

>> Conselho de controle
Foi o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que descobriu o montante movimentado. O órgão ficará subordinado a Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça que pode barrar qualquer investigação.


Deraldo Goulart

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