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Coluna do Deraldo


Governo e oposição
Para quem está na oposição tudo é fácil. Basta criticar, apontar erros e dizer que o melhor seria ter feito assim ou assado. Difícil é o ofício de governar na realidade dura e árida dos fatos administrando todo tipo de pressão.

Ato de governar
O ato de governar requer escolhas e decisões que, invariavelmente, vão contemplar poucos e desagradar muitos. E o desagrado é maior quando a pessoa preterida esteve muito próxima do candidato na campanha.

Primeiro escalão
Na hora das nomeações, todos julgam-se capazes de assumir cargos de relevância dentro da alta mais administração. Mas não há vagas suficientes para agraciar todos os merecedores de figurar no primeiro time do governo.

Partilha de poder
Nesta fase de transição, começam as coalizões internas para galgar posições na cúpula. O jogo da partilha do poder se torna mais pesado e até bruto com a desqualificação de aliados com a intenção de alijá-los da disputa.

Grupos de poder
A escolha do titular do ministério da Educação exemplifica a luta intestina dos grupos. Dado como certo na pasta, o nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, foi abatido em pleno voo por fogo amigo.

Escola sem Partido
A bancada evangélica se insurgiu contra Mozart Neves Ramos alegando falta de alinhamento dele com o projeto da Escola sem Partido. Diante da reação negativa, a indicação foi para a geladeira até ser descartada.

Nome de preferência
A turma que apostou na indicação do colombiano Ricardo Vélez Rodrigues, ganhou a queda de braço. Disputa assim deixa a marca da mágoa dos que não conseguiram emplacar o nome de preferência.

Hora de brigar
O General Mourão, eleito vice-presidência da República, deu uma entrevista equilibrada ao jornal Folha de S. Paulo. Disse não é uma boa política comprar briga com parceiros como os chineses, árabes ou do Mercosul.

Voz de comando
Mourão está sempre presente no local onde funciona o governo de transição. Mostra que tem muita vontade de mandar. Por ser o vice eleito, é a mais alta autoridade presente no rito de passagem para o novo governo.

Cabo eleitoral
O empresário Luciano Hang, empedernido cabo eleitoral do presidente eleito Jair Bolsonaro, é acusado de coagir os funcionários da rede de lojas Havan, a votar no candidato do PSL para a Presidência da República.

Ameaça aos trabalhadores
Os trabalhadores da rede relataram que foram submetidos a ameaças durante a campanha eleitoral. O Ministério Público do Trabalho catarinense pediu a cobrança de multa e indenização que pode chegar a R$ 100 milhões.

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