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Coluna do Deraldo


>> Idas e vindas
As idas e vindas nas decisões do presidente eleito, Jair Bolsonaro, denotam que há muitas dúvidas sobre a condução dos destinos do Brasil. Não há demérito em voltar atrás, mas demonstra que falta convicção nos anúncios.

>> Fusão de ministérios
A fusão de ministérios como o da Agricultura e Meio Ambiente, anunciada logo após a eleição, não se concretizou por pressão de todo tipo. Nem as lideranças do setor agropecuário aprovaram a junção dos dois ministérios.

>> Demandas do setor
A extinção de ministérios tem mais o sentido de valor simbólico do que, propriamente, econômico. As atividades do órgão extinto precisam ser absorvidas por outra entidade para continuar a atender as demandas do setor.

>> Estrutura de gestão
Na prática, provoca mais confusão do que ganho para a população. A desestruturação administrativa é lesiva aos interesses do contribuinte e do cidadão que ficam à mercê da montagem da nova estrutura de gestão.

>> Mais Médicos
O programa Mais Médicos, com abrangência em todo o país, vive um momento delicado com a saída dos cubanos. Cerca de 1,5 mil municípios e uma população de 28 milhões de pessoas ficam sem assistência médica.

>> Profissionais de saúde
O problema se torna dramático nos pequenos municípios, que não atraem o interesse dos profissionais de saúde. Há relatos de que mesmo com a oferta de um salário de alto padrão ainda assim não aparece interessado na vaga.

>> Médicos brasileiros
Como a demanda é maior que a oferta, não há profissionais suficientes para suprir a necessidade. A preferência dos médicos brasileiros é a de atuar nas zonas urbanas, menosprezando áreas rurais, ribeirinhas ou isoladas.

>> Atendimento humanitário
Há diferença conceitual na formação médica brasileira e cubana. São visões distintas do papel do profissional. No Brasil, reina o mercantilismo enquanto que a linha filosófica cubana é a de atendimento humanitário.

>> Geração de emprego
Aos poucos, o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai ganhando forma. Logo se saberá a totalidade dos escalados para enfrentar os enormes desafios que se avizinham, sendo que a geração de emprego é o maior deles.

>> Brigas com parceiros
Sendo o desemprego um dos maiores dramas do país, não é um bom negócio comprar briga com grandes parceiros comerciais, como a China, por causa dos Estados Unidos, ou com os países árabes, para agradar a Israel.

>> Retomada do crescimento
Dinheiro não tem ideologia e, por isso, uma interpretação equivocada da realidade pode trazer prejuízos à economia. Se abalar a relação comercial, os reflexos são imediatos e a retomada do crescimento fica mais distante.


Deraldo Goulart

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