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Coluna do Deraldo

Créditos: Deraldo Goulart

>> Transição de governo
Após quase duas semanas da eleição, o novo governo montou grupo de trabalho para traçar as diretrizes da nova administração. O gabinete de transição funciona em Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil.

>> Retrato do Brasil
Distribuída em várias salas, a equipe se debruça sobre números e dados revelados pela radiografia financeira, fiscal e contábil do país. O retrato mostra que as dificuldades são do tamanho do Brasil.

>> Posto de comando
Tem dificuldade de tudo o que é tipo e até mesmo dentro da equipe de transição. O presidente eleito Bolsonaro precisou intervir para com templar o ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, a um posto de comando.

>> Ministro da Justiça
Advogado do presidente eleito, Gustavo Bebianno, cotado para assumir o ministério da Justiça, perdeu o posto para Sérgio Moro. Nomeado para trabalhar no grupo da transição, Bebianno não tinha voz de comando.

>> Espaço dividido
Empoderado Bebianno, assume a secretaria-geral do gabinete de transição com ascendência nas áreas administrativa, de gestão interna e cerimonial. Na partilha de poder, o coordenador-geral, Onyx Lorenzoni, perdeu espaço.

>> Caixa dois
Projeto de lei "Onyx Lorenzoni" apresentado no Senado por Roberto Requião pode ser visto como ironia a Sérgio Moro, que defendeu o futuro colega de ministério e minimizou o fato de ele ter recebido caixa dois.

>> Campanha de 2014
Em entrevista coletiva, Sérgio Moro disse que o indicado a ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, "já admitiu e pediu desculpas" por ter recebido R$ 100 mil em caixa dois da JBS para quitar gastos de campanha de 2014.

>> Perdão judicial
Pelo projeto do senador, a "critério do juiz poderá ser concedido perdão judicial em crimes eleitorais, contra a administração pública ou sistema financeiro nacional, desde que o réu demonstre arrependimento, confesse a prática do crime, peça a dispensa da pena e faça pedido público de perdão".

>> Arquivar a denúncia
O projeto prevê que caso seja nomeado para o cargo de ministro de Estado (caso de Moro) o "juízo do feito criminal determinará de ofício o perdão judicial", ou seja, o juiz pode conceder perdão sem precisar ser provocado.

>> Princípio da coerência
Ao justificar o projeto, Roberto Requião diz basear a proposta no princípio da coerência e isonomia entre os futuros ministros para que o benefício do perdão judicial a Lorenzoni seja estendido aos demais colegas ministeriais.

>> Fraudes em fundos
O projeto do senador pode alcançar o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, investigado pelo Ministério Público pela prática de fraudes em fundos de pensão por suposta emissão de títulos sem lastro ou garantias.


Deraldo Goulart

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