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Coluna do Deraldo


>> Vácuo de poder
Mais do que tirar Bolsonaro das ruas, o atentado em Juiz de Fora deixou um vácuo na estrutura de poder da candidatura. Com o presidenciável fora de combate começou uma acirrada disputa pelo comando da campanha.

>> Palavra final
Os três filhos mais velhos querem o protagonismo das ações, mas é a mulher de Bolsonaro que controla a agenda do candidato. E quem quer ser o coordenador geral da campanha é o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno.

>> Homem de confiança
Gustavo Bebianno foi colocado por Bolsonaro na presidência do PSL. É o homem de confiança do presidenciável. Também é advogado de defesa na ação contra o candidato que tramita no STF de incitação ao estupro.

>> General da reserva
Depois que Bolsonaro saiu de cena, um novo ator entrou no roteiro. É o general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa que quer ser protagonista na chapa militar.

>> Atos de campanha
Ao saber que o período de restabelecimento da saúde será maior do que o previsto, foi feita uma consulta sobre a possibilidade de o general Mourão representar o candidato a presidente nos debates e demais atos de campanha.

>> Cabeça de chapa
Aparentemente, não há nada de errado no pedido do vice, mas o gesto não foi bem-visto pelos dirigentes do PSL e nem pelo candidato a presidente. As articulações foram feitas à revelia da família Bolsonaro, que sequer foi consultada.

>> Acesso negado
As ações de substituição intempestivas são atribuídas a Levy Fidélix, presidente do PRTB, partido do general Mourão. Seria uma represália por não ter sido autorizado acesso de Fidélix ao candidato hospitalizado.

>> Impacto da ausência
É alto o custo da ausência de Bolsonaro na campanha dos correligionários. A presença física é essencial para colar a imagem nele. Os candidatos ficaram sem a possibilidade de interagir nas ruas e nos comícios com o postulante à presidência.

>> Investigação paralela
Uma semana após o atentado e pouco foi divulgado sobre as investigações do acaso. No campo leigo houve apuração paralela de simpatizantes que quase provocou a morte de inocentes.

>> Caça às bruxas
A Polícia Federal pediu calma porque começou uma caça às bruxas e pessoas que nem foram ao ato, mas que nas fotos se pareciam com as que lá estavam, eram ameaçadas por suposta participação no atentado.

>> Estratégia de investigação
A família Bolsonaro reclama que a Polícia Federal fechou a investigação de tal modo que é difícil ter ideia do que já foi apurado. Mas respeita por entender que a estratégia é parte da apuração conduzida sob sigilo.


Deraldo Goulart

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